PrEP e PEP: como funcionam os medicamentos que previnem o HIV

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Guilherme

A PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) e a PEP (Profilaxia Pós-Exposição) são duas estratégias que utilizam medicamentos para prevenir a infecção pelo HIV em momentos diferentes da cadeia de transmissão: antes ou depois de uma possível exposição ao vírus.

Tanto a PrEP quanto a PEP utilizam os mesmos antirretrovirais do tratamento de pessoas que já vivem com HIV. Essas drogas suprimem a replicação do vírus no organismo e ajudam a controlar a progressão da infecção.

A PrEP é utilizada de maneira preventiva por pessoas em risco contínuo de exposição ao vírus, podendo ser de uso diário ou programado (dias antes de uma possível exposição).

Já a PEP é opção de emergência, indicada após uma possível exposição ao HIV. Ela deve obrigatoriamente ser iniciada em até 72 horas, e a pessoa precisa tomar os medicamentos por 28 dias.

No Brasil a PrEP é oferecida no Sistema Único de Saúde apenas em comprimidos, embora já existam duas medicações injetáveis: o cabotegravir e o lenacapavir. Saiba onde tem PrEP e PEP no SUS clicando no site do Ministério da Saúde.

A Clínica Comunitária de Saúde Sexual, mantida pela AHF em São Paulo, atende a população geral e também oferece PrEP e PEP. A PrEP está disponível para os grupos prioritários (gays e outros homens que fazem sexo com homens, pessoas trans, trabalhadores do sexo e parcerias sorodiferentes – quando um dos parceiros tem HIV e o outro não). A PEP está disponível para qualquer pessoa. No local também tem consulta médica, aconselhamento, teste rápido (de HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis), preservativo, lubrificante e medicação. O endereço está aqui.

Beto de Jesus, diretor da AHF Brasil, ressalta que nem a PrEP nem a PEP conferem proteção contra outras IST, como sífilis, clamídia, hepatites, herpes ou gonorreia. Nesses casos, a forma mais eficaz de prevenção é o uso de preservativo combinado com vacinas (dependendo da IST).

“PrEP e PEP são fundamentais no que chamamos de prevenção combinada, que nada mais é que um conjunto de estratégias que previnem o HIV de acordo com o estilo de vida e práticas sexuais de cada pessoa. Mas é essencial ampliar o acesso das pessoas aos dois métodos de prevenção, principalmente as mulheres, que são menos de 10% dos usuários de PrEP”, destaca. O Brasil tem hoje pouco mais de 122 mil pessoas usuárias de PrEP, segundo o Ministério da Saúde.