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AHF e Prefeitura de Belém firmam parceria para ampliar diagnóstico e tratamento

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Guilherme

A Aids Healthcare Foundation (AHF), maior organização global de prevenção, diagnóstico e tratamento do HIV/aids, formalizou nesta segunda-feira (18) parceria com a Prefeitura de Belém para iniciar a implantação do “Projeto de Ampliação e Fortalecimento da Resposta ao HIV/Aids e às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs)”, que será desenvolvido em parceria com a Secretaria de Saúde da capital do Pará.

A ação conjunta pretende tornar o Centro de Atenção à Saúde nas Doenças Infecciosas Adquiridas (Casa Dia) e o Centro de Testagem e Aconselhamento Rayssa Gorbachofh (CTA Belém) referências no cuidado ao HIV e outra infecções sexualmente transmissíveis no estado. Isso se dará por meio do aprimoramento de estratégias de prevenção, testagem e tratamento, com foco na defesa dos direitos humanos e dos direitos das populações mais vulneráveis ao HIV.

No acordo com a Prefeitura de Belém, uma das metas da AHF nos serviços municipais de referência é zerar o tempo de espera no agendamento de consultas. Presente em 45 países, a ONG já atua em 14 cidades do Brasil, incluindo São Paulo, Manaus, Porto Alegre e Recife.

A cerimônia que celebrou a parceria entre a ONG e a Prefeitura de Belém contou com a presença do prefeito Edmilson Rodrigues; do secretário municipal de Saúde, Pedro Ribeiro Anaisse; da diretora do programa médico global da AHF, Adele Benzaken (ex-coordenadora de HIV/Aids e IST do Ministério da Saúde e ex-diretora da Fiocruz Amazônia); da atual coordenadora do Departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e IST do Ministério, Maria Clara Gianna; e do diretor da AHF Brasil, Beto de Jesus.

O próximo passo é iniciar a implantação do projeto nos dois serviços de saúde, com a contratação de sete bolsistas, entre médicos, enfermeiros, coletor de dados e vinculadores, que passarão por capacitações com a equipe da AHF Brasil, que ficará responsável pelos custos com pessoal.

Cenário Epidemiológico – De acordo com último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, entre as capitais do país, Belém foi a que mais notificou casos de aids por 100 mil habitantes e é a segunda com a maior taxa de mortalidade pela infecção. A taxa de infecção pelo HIV em gestantes e em menores de cinco anos de idade, a capital paraense figura em 7ª e 11ª colocações, respectivamente.

Ações preventivas – Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a situação epidemiológica de Belém é sustentada por profundas desigualdades sociais e pela permanência de estigmas e preconceitos sobre o HIV/Aids. Para alterar esse cenário, a atual gestão municipal ampliou a cobertura da atenção básica de 28% para 85%.

Outro projeto desenvolvido pela Prefeitura de Belém, em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein e o Ministério da Saúde, foi o Cuida CTA, que implantou no CTA Belém um equipamento de quarta geração para testagem de HIV/aids, capaz de realizar vários testes ao mesmo tempo; e possibilita também, testes moleculares rápidos para detecção de clamídia e gonorreia em pacientes sintomáticos.

No ano passado, a rede municipal de Saúde inaugurou o Protocolo Municipal de Descentralização do Manejo Clínico do HIV, permitindo que as pessoas atendidas na Casa Dia que estejam com quadro clínico estável sigam o tratamento antirretroviral nas Unidades Básicas de Saúde dos bairros do Guamá, Terra Firme, Condor, Jurunas e Canudos.

O projeto piloto, segundo a Prefeitura, deve ser expandindo para outros distritos de Belém. Além disso, a profilaxia pré- exposição ao HIV (PrEP) também foi descentralizada das unidades especializadas.

Sobre a AHF – Com sede nos Estados Unidos, a AHF foi fundada em 1987 e é, atualmente, a maior organização global na garantia de prevenção, diagnóstico e tratamento do HIV. Presta assistência médica a quase 1,9 milhão de pessoas em 45 países, incluindo o Brasil e outros 13 da América Latina e Caribe.

Desde 2015, a AHF está em operação no Brasil oferecendo apoio, por meio de Memorandos de Entendimento, a governos locais e comunidades na implementação de políticas de HIV e outras ISTs em 14 cidades nos estados do Amazonas (Manaus, Parintins e Tabatinga), Ceará (Juazeiro do Norte), Pernambuco (Caruaru, Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Paulista e Recife), São Paulo (capital), Rio de Janeiro (capital) e Rio Grande do Sul (Porto Alegre e Viamão).