Mariângela Simão assume mandato em direitos humanos da ONU

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Gabriela
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A médica e sanitarista Mariângela Batista Galvão Simão, uma das mais respeitadas especialistas brasileiras em saúde pública e cooperação internacional, foi nomeada Relatora Especial das Nações Unidas sobre o direito de toda pessoa ter acesso ao mais elevado nível possível de saúde física e mental. A designação foi anunciada durante a 62ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, realizada em Genebra, na Suíça, e representa um dos mais relevantes reconhecimentos internacionais da carreira de Mariângela.

A Relatoria Especial integra o sistema de Procedimentos Especiais do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, que tem como missão promover e monitorar a implementação do direito à saúde em âmbito internacional, por meio da elaboração de relatórios temáticos, do diálogo com os Estados, da realização de visitas oficiais e da apresentação de recomendações sobre temas relacionados à promoção e à proteção desse direito.

Ao assumir a função, Mariângela passa a ocupar um dos mais relevantes cargos independentes das Nações Unidas na área dos direitos humanos, contribuindo para o debate internacional sobre equidade, acesso aos serviços de saúde, fortalecimento dos sistemas públicos e enfrentamento das desigualdades que comprometem o exercício pleno do direito à saúde física e mental.

Atualmente secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Mariângela Simão é pediatra e mestre em Saúde Pública pela Universidade de Londres, no Reino Unido. Ao longo de sua trajetória, construiu uma carreira marcada pela atuação em organismos nacionais e internacionais, sempre voltada ao fortalecimento dos sistemas públicos de saúde, à vigilância em saúde, à ampliação do acesso a medicamentos e à promoção do direito universal à saúde.

Antes de assumir a atual secretaria no Ministério da Saúde, ocupou posições estratégicas em algumas das mais importantes instituições de saúde global. Na Organização Mundial da Saúde (OMS), foi diretora-geral adjunta para Acesso a Drogas, Vacinas e Fármacos, liderando iniciativas para ampliar a disponibilidade de medicamentos, vacinas e tecnologias essenciais em diferentes regiões do mundo.

Também integrou a liderança do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids), onde exerceu o cargo de diretora de Apoio à Comunidade, Justiça Social e Inclusão, contribuindo para o fortalecimento de políticas baseadas em direitos humanos, equidade e participação comunitária na resposta global ao HIV.

Sua história no Ministério da Saúde também é marcada por uma contribuição decisiva à política brasileira de enfrentamento do HIV. Entre 2006 e 2010, dirigiu o então Departamento Nacional de DST, Aids e Hepatites Virais, período em que o Brasil consolidou políticas reconhecidas internacionalmente de prevenção, diagnóstico e tratamento. Na mesma época, integrou o conselho de governança da UNITAID, iniciativa internacional voltada à ampliação do acesso a medicamentos, diagnósticos e tecnologias de saúde nos países de baixa e média renda.

Com informações da Agência de Notícias da Aids.
Foto: UNAIDS