Tuberculose: 55% das cepas são resistentes a antibióticos, segundo estudo

Rodrigo Hilario
Rodrigo Hilario

Uma pesquisa que recolheu em 23 países mais de 12 mil amostras da bactéria causadora da tuberculose testou todas contra 13 diferentes antibióticos, mostrando um cenário preocupante: mais de metade das cepas (55%) é resistente a pelo menos uma das drogas.

A constatação saiu do maior trabalho coletivo para investigação farmacêutica e genética já realizado no mundo, feito pelo consórcio internacional CRyPTIC, liderado pela Universidade de Oxford. O coletivo reúne mais de 50 instituições de pesquisa mundo afora, incluindo a Fiocruz e o Instituto Adolfo Lutz, no Brasil.

Ao testar todas as unidades do banco de amostras de bacilo da tuberculose coletadas pelo grupo, além de perceber que a maioria era resistente a algum medicamento, os cientistas constataram que 17% são resistentes praticamente a todas as drogas testadas, incluindo as mais fortes.

A descoberta está descrita em dois estudos publicados na edição de hoje da revista científica PLOS Biology, detalhando o cenário analisado. Entre as drogas testadas estava a rifampicina, antibiótico de amplo espectro usado desde a década de 1960, um remédio que revolucionou o tratamento da doença, causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis.

“O avanço da tuberculose resistente a drogas é de grande preocupação para a saúde global e ameaça nossa habilidade de controlar a doença”, escrevem os cientistas.

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