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Ativistas dizem que São Paulo acertou ao manter a autorização da prescrição de PEP e PrEP por farmacêuticos

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Rodrigo Hilario

A decisão do Ministério da Saúde de excluir os farmacêuticos da prescrição de PrEP e PEP no SUS continua repercutindo entre autoridades de saúde e o movimento social de luta contra aids.  Em contraposição à recomendação emitida pelo Ministério, a cidade de São Paulo anunciou nessa segunda (8) que manteve autorização de prescrição por farmacêuticos. “Uma portaria autoriza profissionais de especialidades não médicas a serem prescritores de PrEP e PEP na capital paulista. Então, até este momento, nós não temos uma legislação que esteja acima da municipal”, explicou a coordenadora de IST/Aids da cidade, Cristina Abbate, em entrevista ao Conselho Federal de Farmácia.

A AHF Brasil apoia integralmente a decisão da Coordenadoria Municipal de IST/Aids. Seria um retrocesso qualquer decisão em contrário, pois o Brasil vive hoje um momento crítico nas políticas públicas de HIV/aids, principalmente em relação à oferta da profilaxia pré-exposição e à adesão dos grupos mais vulneráveis”, afirmou o diretor da AHF Brasil, Beto de Jesus.

Beto chamou atenção para os dados do Painel PrEP, vinculado ao Ministério da Saúde, que mostram que de todas as pessoas que iniciaram a PrEP entre 2018 e 2022, cerca de 40% abandonaram o uso do método. “Uma situação agravada ainda mais pelos efeitos da pandemia. Ou seja, é um contrassenso que o próprio Ministério limite o acesso à PrEP, sabidamente um método eficaz e seguro de prevenção ao HIV”, acrescentou.

Beto de Jesus, diretor da AHF Brasil.

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