‘Doença invisível’: RJ tem maior taxa de mortalidade infantil por sífilis no país

Rodrigo Hilario
Rodrigo Hilario

O Estado do Rio de Janeiro tem a maior mortalidade infantil por sífilis no país e a maior taxa de sífilis congênita, transmitida da mãe para o bebê. Apesar de conhecida, a doença é considerada antiga, ultrapassada e, aos poucos, se torna invisível aos olhos da população. Enquanto isso, autoridades alertam que a contaminação aumenta e fica cada vez mais difícil combater algo que, para muitos, parece não existir mais.

Os dados são do boletim mais recente oferecido pelo Ministério da Saúde, que analisa informações da doença de 2021 a junho de 2022. Segundo o relatório, levando-se em consideração o cenário nacional em 2021, 45 crianças menores de um ano morreram vítimas da infecção no Estado do Rio, o que equivale a 27,4% dos óbitos de bebês pela doença no país.

Apesar de apresentar a melhor taxa de detecção da doença em gestantes no Brasil, o Rio de Janeiro não tem conseguido solucionar o aumento dos casos de sífilis congênita, evitando que filhos sejam contaminados pelas mães na hora do parto. Para que isso aconteça, é necessário que as grávidas realizem a bateria de exames no pré-natal, sejam diagnosticadas com antecedência e sigam, com rigor, o tratamento. Havendo cura, não existem riscos para o bebê, contanto que não haja reinfecção da mãe.

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