Pastor André Valadão criou campanha contra movimento LGBTQIA+, associado por ele até a pedofilia

Rodrigo Hilario
Rodrigo Hilario

Líder mais ‘barulhento’ de família de pastores, ele hoje lidera a Lagoinha Global e é alvo de críticas até de fiéis da igreja

Líder evangélico cm 5,6 milhões de seguidores no Instagram, o pastor André Valadão, que usou suas redes durante a campanha eleitoral em prol do bolsonarismo, vem mirando nos últimos tempos contra a comunidade LGBTQIA+. Herdeiro de Márcio Valadão, que assumiu há 50 anos a liderança da Igreja Batista Lagoinha, original de Belo Horizonte, o pastor, de 45 anos, inclusive criou no mês passado uma campanha com as hashtags #orgulhonao e #nopride para disseminar discurso contrário a essa população, que em 28 de junho festejou o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+. Valadão, adepto de polêmicas nas suas plataformas, usadas para divulgar opiniões políticas, já vinha provocando uma série de protestos em suas postagens antes de motivar denúncias no Ministério Público por causa de um sermão acusado de homofóbico e de incitação ao ódio na Lagoinha Orlando Church, nos EUA. Nas redes, Valadão se justificou dizendo que citava um trecho bíblico.

Em suas pregações, consideradas beligerantes mesmo entre evangélicos mais radicais, ele tem disparado críticas ao movimento LGBTQIA+, chamado por ele de “religião”. Numa, ele chega a fazer associação com pedofilia: “Essa religião prega ‘viva seus impulsos’, essa religião LGBTQIA+ ensina ‘faça o que te der na cabeça’: hoje você pode estar com um homem, amanhã com uma mulher, estão até tentando fazer lei dizendo se você até quiser e ter atração por crianças, não é bem que você está errado, é que você tem, está dentro de você, faz parte”, diz ele, numa postagem de uma semana atrás.

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