Brasil registra 257 mortes violentas LGBTQIA+ em 2025

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Guilherme

O Brasil registrou 257 mortes violentas de pessoas LGBTQIA+ em 2025. Isso significa que, a cada 34 horas, uma pessoa da comunidade foi assassinada no país.

Os dados fazem parte do relatório anual do Grupo Gay da Bahia e representam uma redução de 11,7% em relação a 2024, quando foram contabilizadas 291 mortes violentas.

Entre os casos registrados no ano passado estão 204 homicídios, 20 suicídios, 17 latrocínios (roubos seguidos de morte) e 16 mortes por outras causas (como atropelamentos e afogamentos em contextos de violência motivada por LGBTfobia).

O relatório também aponta que três pessoas declaradas heterossexuais foram assassinadas por defenderem pessoas LGBTQIA+, por terem sido confundidas com integrantes da comunidade ou por estarem acompanhadas delas.

O levantamento é realizado de forma independente e voluntária pelo GGB há mais de 45 anos e toma como base as notícias veiculadas na mídia, redes sociais, blogs e correspondências enviadas à ONG.

“O relatório do GGB, mesmo não conseguindo retratar 100% da realidade, é essencial para entendermos o quanto a sociedade ainda normaliza o ódio contra pessoas LGBTQIA+. Todas essas mortes são fruto do preconceito”, comenta Beto de Jesus, diretor da AHF Brasil.

Para ele, o poder público ainda é falho no registro, na investigação e na punição de rimes violentos motivados por LGBTfobia, bem como na assistência às vítimas que conseguem sobreviver.

Em relação aos casos de homofobia e transfobia que não resultaram em morte, os registros cresceram 52% entre 2023 e 2024, passando de 1.633 para 2.480, respectivamente. São Paulo, Rio Grande do Sul, Ceará, Paraná e Distrito Federal lideram as estatísticas.

Porém, a subnotificação e a falta de padronização de dados dificultam o entendimento de todo o cenário da LGBTfobia no país. Em estados como Amazonas, Bahia e Rio de Janeiro, não há informações disponíveis, enquanto no Pará os casos nem sequer são computados. As informações são do Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança 2025.

Para denunciar casos e LGBTfobia, busque a delegacia de polícia mais próxima; os canais da prefeitura de sua cidade, do governo ou do Ministério Público do seu estado; o Disque Direitos Humanos (100); registre denúncia online na Ouvidoria do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, na Polícia Federal ou na SaferNet Brasil (para crimes cometidos online).

Com informações da Agência Brasil.