Ativistas esperam que Bolsonaro seja responsabilizado por associar vacinas ao risco de contrair AIDS

Rodrigo Hilario
Rodrigo Hilario

A Polícia Federal (PF) abriu novo inquérito contra o presidente Jair Bolsonaro (PL). Agora, a corporação investiga se o mandatário do país cometeu os crimes de epidemia, de infração de medida sanitária preventiva e de incitação ao crime. Em outubro do ano passado, Bolsonaro relacionou, em sua tradicional live de quinta-feira, a vacina contra a Covid-19 ao desenvolvimento da aids.

À Agência Aids, o diretor da AHF Brasil, Beto de Jesus, disse que, a propagação desta fake news, principalmente durante uma pandemia, é um desserviço à saúde pública, além de fortalecer o preconceito e a discriminação contra pessoas que vivem com HIV.

É ainda mais lamentável que este tipo de atitude venha do nosso presidente da República, o que reforça a sua agenda destrutiva. Seu governo constantemente ataca pessoas vivendo com HIV, as chamando de despesa, e reduziu a pasta do HIV e aids no Ministério da Saúde. Associar a vacina contra a Covid-19 à aids fere os direitos humanos, os direitos civis constitucionais e procura descredibilizar a importância da vacina para frear a pandemia e milhares de mortes. Isso é CRIME! Vacinas SALVAM VIDAS! A desinformação MATA. Esperamos que a justiça seja feita e que o STF tome todas as providências necessárias.

– Beto de Jesus

A delegada responsável pelo caso, Lorena Nascimento, afirmou que vai pedir colaboração internacional nas investigações. Isso porque Bolsonaro citou dados que atribuiu a organismos de outros países. A PF vai analisar ainda a confiabilidade de sites eletrônicos que serviram de base para as informações replicadas pelo presidente da República na live.

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