Tuberculose ainda desafia a saúde pública no Brasil e no mundo

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Guilherme

O Brasil ainda integra a lista de países com alta incidência de tuberculose e de casos associados ao HIV. De acordo com a Organização Mundial da Saúde , entre pessoas vivendo com HIV/aids, a probabilidade de evolução da infecção para a forma ativa da tuberculose é de 15 a 21 vezes maior em comparação à população geral. Assim, qualquer suspeita de tuberculose em indivíduos vivendo com HIV/aids deve ser investigada, e é igualmente essencial que pessoas com sintomas sejam testadas para HIV. 

O Boletim Epidemiológico de Tuberculose 2025, publicado pelo Ministério da Saúde, revela que a quantidade de novos casos no Brasil manteve-se quase estável entre 2023 e 2024, totalizando cerca de 84 mil registros. Essa estabilidade ocorre após um aumento na detecção iniciado em 2020. O documento oferece uma análise da situação da tuberculose em níveis nacional, regional e estadual, monitorando ainda o progresso das políticas públicas e o alcance das metas globais voltadas para o controle e eliminação da doença.

O relatório global da OMS de 2024 estimou a ocorrência de 10,8 milhões de casos de tuberculose em todo o mundo naquele ano, resultando em aproximadamente 1,25 milhão de mortes. A tuberculose é uma doença transmissível de origem bacteriana que afeta predominantemente os pulmões, embora possa comprometer outros órgãos.

A transmissão ocorre por gotículas durante a fala, tosse ou espirro. O tratamento é disponibilizado gratuitamente pelo SUS. Para garantir a cura e prevenir o surgimento de resistência aos medicamentos, é indispensável que os pacientes sigam rigorosamente o protocolo determinado pela equipe médica.

“Se você apresenta tosse persistente por mais de 2 semanas ou febre baixa, geralmente à tarde, ou cansaço excessivo, fraqueza e suor noturno, não espere piorar. Procure imediatamente um serviço de saúde”, orienta o diretor da AHF Brasil, Beto de Jesus.